O blog tem o intuito de divulgar notícias, eventos e trabalhos científicos na área de Odontologia, além de contribuir para a discussão de casos clínicos e troca de experiências entre os profissionais interessados nas áreas de Periodontia e Implantodontia. Assim, contamos com a participação de todos para tornarmos este blog um ponto de encontro e de crescimento profissional.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Conselho Regional de Odontologia

                                                            NOTA DE ESCLARECIMENTO


O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, órgão responsável pela supervisão da ética profissional, por zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente, preocupado com as recentes condutas de publicidade e anúncios através de portais na internet que oferecem a compra coletiva de procedimentos e tratamentos odontológicos, ocorridos nos últimos dias, ESCLARECE:

O Art. 24, inciso III do Código de Ética Odontológica prevê como infração ética: "executar e anunciar trabalho gratuito ou com desconto com finalidade de aliciamento";

O Art. 34, incisos I, VII e XIV, do mesmo dispositivo legal, dispõe, como infração ética, respectivamente: "anunciar preços, serviços gratuitos, modalidades de pagamento, ou outras formas de comercialização que signifiquem competição desleal", "aliciar pacientes, praticando ou permitindo a oferta de serviços através de informação ou anúncio falso, irregular, ilícito ou imoral com o intuito de atrair clientela, ou outros atos que caracterizem concorrência desleal ou aviltamento da profissão" e "expor ao público leigo artifícios de propaganda, com o intuito de granjear clientela, especialmente a utilização de expressões antes e depois".

Ainda, a Resolução CFO-77/2007, proíbe a participação de cirurgiões-dentistas como proprietários, sócios, dirigentes ou consultores dos chamados cartões de descontos, considerando infração ética a associação ou referenciamento de cirurgiões-dentistas a qualquer empresa que faça publicidade de descontos sobre honorários odontológicos.

Assim sendo, o CROSP ESCLARECE que os profissionais, clínicas e seus responsáveis técnicos que se associarem ou manterem seus nomes como referenciados aos portais de compra coletiva, oferecendo valores, descontos, vantagens, benefícios, formas de pagamento ou outros meios de mercantilização de seus serviços profissionais, incorrerão em infração ética, sob pena de averiguação por meio de ação ética disciplinar, estando sujeitos às penalidades previstas nos Art. 40 e 45 do Código de Ética Odontológica.



Outrossim, informamos que as medidas ético-disciplinares já foram adotadas em razão desse meio antiético de anúncio e publicidade, sendo que até o momento mais de 30 processos éticos foram instaurados. Parte destes processos serão julgados já no dia 15/12, sendo que outros tantos encontram-se em fase de instrução. Ressaltamos que os processos éticos são sigilosos até o trânsito em julgado da decisão.
O CROSP conta com o apoio de todos na fiscalização da ética profissional, sendo que denúncias poderão ser encaminhadas para o email etica@crosp.org.br, fiscalizacao@crosp.org.br ou encaminhadas diretamente à nossa Sede, pelos CORREIOS, para Avenida Paulista, 688 - térreo - CEP 01310-909 - São Paulo, SP.
O CROSP permanece atuando em defesa da classe, conscientizando a categoria dos direitos e deveres inerentes ao código de ética e à justiça.






Fonte: http://www.crosp.org.br/noticias/noticiaDetalhe.aspx?newsID=323     http://www.odontoforense.com/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

FATORES QUE INFLUENCIAM O RESULTADO DO RECOBRIMENTO RADICULAR

Apesar do grande número de estudos que demonstram a eficácia das técnicas para recobrimento radicular, uma grande variabilidade na porcentagem de recobrimento é observada quando os estudos são comparados, podendo variar entre 55% e 99%, mesmo quando a mesma técnica cirúrgica é utilizada.
Porém, a existência de certa variabilidade de resultados entre os estudos indica que não é somente a técnica cirúrgica escolhida e a experiência do operador que contam para o sucesso dos casos.
Uma das possíveis explicações para tal variabilidade pode estar relacionada às características anatômicas locais de cada defeito. Alguns estudos na literatura têm demonstrado que características como a espessura do tecido gengival e as dimensões das papilas podem influenciar na porcentagem de recobrimento obtido com o retalho posicionado coronariamente.
Além disso, condições que são controladas pelo operador, como a tensão e a posição do retalho pós-operatória imediato, também são relatadas como fatores que interferem no recobrimento radicular.
O correto exame clinico e a identificação de determinadas características anatômicas locais são importantes para um planejamento adequado visando maior chance de sucesso dos procedimentos de recobrimento radicular. A seguir, estão algumas condições que devem ser analisadas:


1. ALTURA DOS TECIDOS INTERPROXIMAIS


De acordo com Miller (1985), nos dentes sem perda de tecido ósseo e tecido mole interproximal pode-se esperar 100% de recobrimento da exposição radicular (Classe I e II). Enquanto que nos dentes onde ocorrem a perda de tecido proximal pode haver um recobrimento parcial da raiz exposta (Classe III) ou pouco ou nenhum recobrimento é esperado (Classe IV).




2. CORRETA IDENTIFICAÇÃO DA JUNÇÃO CEMENTO-ESMALTE (JCE)




A correta identificação da JCE permite a precisa delimitação da região radicular a ser recoberta. Em cerca de 50% das recessões gengivais há a presença concomitante de um desgaste cervical gerado por lesões cervicais não cariosas (LCNC). A presença dessas LCNC gera a perda da JCE e uma nova linha é formada no esmalte coronariamente ao local em que seria a posição original da JCE, que frequentemente é confundida com a JCE original. Nesses casos, quando há a presença concomitante de um desgaste cervical, o recobrimento total dessas lesões é imprevisível.






3. ESPESSURA DO TECIDO GENGIVAL


Alguns estudos têm demosntrado que a espessura do tecido gengival pode ser um fator preditivo para o recobrimento total das recessões quando o retalho posicionado coronariamente é a técnica utilizada para o tratamento. Os tecidos com espessua inferior a 0,8mm estão relacionados ao recobrimento parcial das recessões e os dentes que apresentam espessura superior a esse valor estão frequentemente associados ao recobrimento total das recessões.


4. DIMENSÕES DAS PAPILAS ADJACENTES


Ainda não há um consenso para esse parêmetro, mas alguns estudos indicam que as dimensões das papilas mesial e distal à recessão a ser tratada podem ter influência sobre a porcentagem de recobrimento obtido com as técnicas cirúrgicas periodontais. Em alguns estudos foram observados que papilas maiores que 5mm de altura estavam mais relacionadas com o recobrimento total quando as técnicas de enxerto de tecido conjuntivo e o enxerto de matriz dérmica acelular foram utilizados. Enquanto que as papilas mais baixas estavam mais relacionadas com o recobrimento radicular total quando o retalho posicionado coronariamente foi empregado.


5. ALTURA DA RECESSÃO





Somente 50% das recessões gengivais maiores que 5mm atingem recobrimento total, enquanto em recessões menores que 5mm, 96% delas podem atingir recobrimento total, de acordo com Wennström & Zucchelli (1996).








6. FUMO


Pacientes fumantes apresentam piores resultados de recobrimento em termos de porcentagem de recobrimento quando comparados aos pacientes não fumantes. Além disso, pacientes fumantes apresentam mais recidivas das recessões que os pacientes não fumantes.


7. FATORES CONTROLADOS PELO OPERADOR: TENSÃO DO RETALHO E POSIÇÃO NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO


Quanto mais tensionado está o retalho no momento da sutura, menor é o grau de recobrimento obtido pelo retalho posicionado coronariamente, e tensões acima de 4g tem menores chances de associação com o recobrimento total da recessão gengival. Além disso, a posição em que o retalho é suturado pode ter influência na porcentagem de recobrimento radicular obtido com o retalho coronariamente. Os retalhos que ficam suturados 2mm além da JCE (cobrindo 2mm da coroa no pós-operatório imediato) estão mais frequentemente associados ao recobrimento total da recessão gengival.



8. POSIÇÃO DENTAL


O mau posicionamento, como a vestibularização, a giroversão e extrusão, foi reportado como condição que pode impedir o recobrimento das raízes expostas pelos procedimentos plásticos periodontais. O mau posicionamento dental pode deixar a JCE em um posição excessivamente incisal, próxima ao plano das duas pontas das papilas adjacentes, e isso pode impedir o total recobrimento radicular.










Texto retirado do livro Periodontologia e Implantodontia - Soluções estéticas e recusrsos clínico, Capítulo 16 - Fatores que influenciam o resultado do recobrimento radicular















quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ESTUDO PROSPECTIVO DE 10 ANOS DE IMPLANTES DENTÁRIOS ITI LOCALIZADOS EM REGIÃO POSTERIOR I: RESULTADOS CLÍNICOS E RADIOGRÁFICOS

Artigo publicado na Revista Clin Oral Impl Res, pelos autores Rafael Juan Blanes, Jean Pierre Bernand, Zulema Maria Blanes e Urs Christoph Belser. O objetivo do artigo foi avaliar a longo prazo a taxa de sucesso de fixação, perda da crista óssea e parâmetros do tecido mole ao redor de implantes dentários ITI localizados na região posterior de pacientes parcialmente edêntulos.






INTRODUÇÃO




Os implantes dentários têm sido aceitos como uma opção viável para o tratamento de pacientes parcial ou totalmente edêntulos. Estudos clínicos iniciais com implantes dentários observaram uma média de perda de crista óssea variando de 0,9 a 1,6mm ocorrendo durante o primeiro ano de função, enquanto uma média anual de perda de crista óssea variando de 0,05 a 0,13mm foi relatado nos anos seguintes. Como resultado, uma média anual de perda de crista óssea (ABL) menor do que 0,2mm foi recomendado como um dos critérios de sucesso do implante.
Estas observações também têm sido relacionados com o sistema de implante ITI. Estudos radiográficos a longo prazo com implantes ITI demonstraram perda da crista óssea variando de 0,6 a 1,09mm durante o primeiro anos e menos do que 0,2mm nos anos seguintes.
A região posterior da boca oferece um cenário clínico desafiador para a reabilitação oral com implantes. A resbsorção do rebordo alveolar, a presença do nervo alveolar inferior, pobre qualidade óssea e altas forças oclusais, criam um ambiente clínico que pode colocar em perigo o sucesso biológico e biomecânico a longo prazo, das reabilitações com implantes. Informações radiográficas de mudanças no nível da crista óssea (CBLE) ao redor dos implantes localizados na região posterior é limitada. Relatos de implantes ITI a longo prazo, demonstraram que a taxa de ABL ao redor dos implantes localizados na região posteriro é menor do que 0,1mm. Entretanto, apesar desse sucesso clínico e radiográfico do implante, um grupo de restaurações com implantes apresentaram ABL maior do que 0,2mm. Essa perda tem sido associada com vários fatores como gênero, trauma cirúrgico, acúmulo de placa, fumo, distância biológica, qualidade óssea, design do implante e fatores biomecânicos.
Vários parâmetros clínicos periodontais têm sido propostos como marcadores diagnósticos para avaliar o sucesso do implante. Placa modificada e índices de sangramento podem ser usados para avaliar a higiene oral bem como a quantidade de inflamação no tecido mole peri-implantar. A profundidade de sondagem peri-implantar pode também ser uma ferramenta de diagnóstico valiosa para detectar inflamação e infecção ao redor do implante. Entretanto, isto parece ser de pouco valor na detecção de mudanças no CBLE. Além desses parâmetros clínicos, a mobilidade do implante também tem sido considerada como um marcador útil no diagnóstico do fracasso do implante. Os valores do Periotest permitem a avaliação de baixo grau de mobilidade do implante e dessa maneira do padrão de osseointegração do implante.
As propostas desse estudo foram três: primeiro, avaliar a taxa de sucesso e sobrevida de fixação, a longo prazo, de implante ITI localizados na região posterior de pacientes parcialmente edêntulos. Segundo, relatar as mudanças na CBLE ao redor desses implantes e encontrar qualquer associação com vários fatores clínicos coletados durante o estudo. Terceiro, relatar mudanças nos parâmetros dos tecidos moles peri-implantar e padrões de mobilidade ao redor dos implantes para avaliar os valores deles como indicadores de perda da crista óssea peri-implantar.




MATERIAL E MÉTODOS




Um total de 192 implantes ITI foram consecutivamente localizados em pré-molares e molares de 83 pacientes parcialmente edêntulos. Todos os implantes foram restabelecidos por meio de próteses parciais fixas metalo-cerâmicas e coroas únicas. Os pacientes foram acompanhados como parte de um estudo prospectivo longitudinal focalizando no sucesso do implante. Variáveis cirúrgicas, clínicas e radiográficas foram coletadas após 1 ano da colocação do implante e nas avaliações mais recentes.




RESULTADO




A média de tempo de observação foi de 6 anos. Quatro implantes falharam, dando uma taxa de sobrevida acumulada por 10 anos, de 97,9%. A média anual de perda de crista óssea foi de -0,04 +-0,2mm. Os implantes cilíndricos exibiram mais perda de crista óssea (-0,12 +- 0,24mm) do que os implantes tipo parafuso (-0,02 +- 0,19mm; P=0,032). Parâmetros clínicos, tais como idade, gênero, comprimento do implante e qualidade óssea não afetaram os níveis da crista óssea. Aumento na profundidade da recessão (P=0,25) e nível de inserção (P=0,011) foi significantemente associado com a perda de crista óssea.




CONCLUSÃO




Implantes dentários ITI localizados na região posterior demonstram excelente sucesso clínico a longo prazo. Implantes cilíndricos parecem mostrar um risco maior para perda de crista óssea. A profundidade da recessão e níveis de inserção parecem ser bons indicadores clínicos de perda óssea peri-implantar.




Artigo na íntegra pelo site: http://www1.umn.edu/periodent8101/W9_Blanes.pdf







sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Os obstáculos estão em sua cabeça






Quantos dos obstáculos em seu caminho são fruto da sua própria imaginação? Do que você tem se convencido que não é capaz de fazer? Que limitações você se convenceu que possui?
Sua mente é muito poderosa é efetiva. Será que ela está trabalhando a seu favor ou contra você?
Para qualquer linha de ação existem obstáculos e desafios reais. Não há necessidade de criarmos obstáculos novos. Liberte-se das amarras do seu próprio pensamento.
Não há limite para o que você pode imaginar. Com comprometimento e esforço, você pode tornar realidade o que imagina. Coloque sua cabeça para trabalhar a seu favor. O mundo vai dizer que você não é capaz. Mesmo assim, você achará as forças e o talento para fazê-lo de do mesmo jeito.
Imagine as possibilidades!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Guidelines: Os protocolos dos mini-implantes Ortodônticos

Os mini-implantes se estabeleceram como um importante método de ancoragem na rotina das clínicas ortodônticas. Eles podem ser utilizados em todas as técnicas e etapas do tratamento ortodôntico, são relativamente simples de serem instalados, embora para a obtenção de sucesso, seja necessário o uso de um protocolo bem definido:




1 – Escolha do Parafuso - É preciso ter uma ideia do tamanho, do tipo de espirais e do diâmetro dos mini-implantes que serão utilizados. Esses parafusos produzidos a partir de liga de titânio grau V. Variando entre 1,2 a 2 mm de diâmetro com 6 a12 mm de comprimento. Forma do parafuso mais utilizada é a cônica e o tipo de rosca é a auto perfurante, pois facilita a inserção dos pinos, através da mucosa inserida.

2 – Seleção do local de instalação – Para selecionar os sítios onde os mini-implantes poderão ser instalados, é importante conhecer a anatomia da região e saber se há espaço suficiente entre as raízes dos dentes. Esses são requisitos mínimos para o sucesso do procedimento.


3 – Biomecânica
A sua indicação clínica é bastante ampla podendo ser usados como:

A - Auxiliares nos movimentos de retração anterior:

RETRAÇÃO ANTERIOR

QUANTIDADE DE MINIIMPLANTES - 02 MINIIMPLANTES

LOCAL DE INSTALAÇÃO
1 - Entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores;
2 - Entre os segundos pré-molares e os primeiros molares inferiores;
3 - Entre os primeiros e os segundos molares inferiores, preferencialmente.

FINALIDADE
Ancoragem direta para a distalização anterior, com diminuição de possíveis movimentos indesejáveis de mesialização da unidade de ancoragem


B - Mesialização e distalização dos molares:

MESIALIZAÇÃO DOS MOLARES INFERIOR

QUANTIDADE DE MINI-IMPLANTES - 01 MINI-IMPLANTE
LOCAL DE INSTALAÇÃO
Preferencialmente, entre primeiro pré-molar inferior e canino inferior

FINALIDADE
Tracionamento para a mesial dos molares remanescentes para substituir o elemento perdido.


DISTALIAZAÇÃO DE DENTES POTERIORES

QUANTIDADE DE MINIIMPLANTES
2 microparafusos ortodônticos nos casos simétricos por vestibular.
1 microparafuso ortodôntico nos casos assimétricos por vestibular.

LOCAL DE INSTALAÇÃO

Entre os segundos pré-molares e os primeiros molares superiores.

FINALIDADE
Distalizar os dentes superiores para ganho de espaço ortodôntico.


C - Intrusão dos dentes anteriores: A posição ideal para a instalação dos mini-implantes com a finalidade de intruir incisivos depende da inclinação destes. Em casos com incisivos verticais ou retro-inclinados, como na Classe II, 2ª divisão de Angle, pode utilizar um único mini-implante na linha média próximo à espinha nasal anterior. Para a intrusão de incisivos inferiores, o mini-implante devia ser posicionado o mais baixo possível, entre os centrais. Nesta posição, a linha de força passará bem à frente do centro de resistência do conjunto, gerando um efeito de intrusão e proclinação das unidades dentárias superiores e inferiores. Caso não se queria a projeção destas unidades, seja no arco superior ou inferior, podiam-se utilizar dois miniimplantes, posicionando-os entre centrais e laterais ou entre laterais e caninos, fazendo com que a linha de ação da força passasse mais próxima do centro de resistência do conjunto formado pelos dentes que estavam sendo movimentados


4 – Complicações
Apesar do procedimento de instalação dos mini-implantes ser relativamente simples, existem riscos de complicações na sua utilização tais como: quebra do mini-implante durante a instalação ou remoção; perda da estabilidade durante o tratamento e ocorrências como lesões dos tecidos moles.


A - Fratura do parafuso: A fratura ocorre, normalmente, durante a cirurgia de instalação. A remoção da parte remanescente é necessária, se a região fosse alvo de movimentação ortodôntica.

B - Mucosite: Inflamação do tecido mole ao redor do parafuso ocorre, normalmente, quando o mini-implante era inserido em mucosa alveolar. A instalação do mini-implante em gengiva queratinizada, juntamente, com uma correta higienização reduz o risco de ocorrer mucosite.

C - Perda da estabilidade: O acúmulo de biofilme, sobre a cabeça do mini-implante, é principal fator casual das perdas e estava relacionada à má higienização.

D - Lesão de tecido mole: Lesões de tecido mole semelhante a aftas surgem durante o tratamento com ancoragem absoluta em decorrência do contato da cabeça dos mini-implantes com a mucosa e/ou com a língua.

5 – Remoção


Diversos autores relataram que a osseointegração completa não ocorre entre o mini-implante e o osso. Devido ao tipo de tratamento realizado na superfície de titânio do parafuso de mini-implante, facilitando assim, a sua remoção. No método aberto, o clínico pode encaixar a chave na cabeça do mini-implante e girá-lo na direção oposta, sob anestesia local. Devia-se ter o cuidado com a resistência inicial para não fraturar o dispositivo. Quando a cabeça do mini-implante ficava recoberta pela mucosa: fazer antes uma pequena incisão para expor a cabeça do parafuso. Sendo desnecessária também a realização de procedimentos de sutura ou cuidados especiais, já que os leitos deixados pelos mini-implantes apresentam cicatrização completa em pequeno espaço de tempo, devido às suas dimensões reduzidas.

6 – Conclusão


Um planejamento bem detalhado e específico para cada paciente é fundamental para obter sucesso na utilização dos mini-implantes. Quanto ao local de instalação: Os autores afirmam que é possível instalar os mini-implantes na maxila e na mandíbula. Entre os espaços radiculares e áreas edêntulas. A fixação preferida é a faixa de gengiva inserida tanto na mandíbula com na maxila. As complicações mais comuns são fratura do mini-implante, mucosite, lesão de tecido mole e perda de estabilidade que estava relacionada a escolha errada do diâmetro do mini-implante, trauma durante a técnica cirúrgica e qualidade e densidade óssea.


Artigo publicado no site: http://www.odontosites.com.br/odonto/default2.asps=artigos2.asp&id=159&titulo=Guidelines_Os_protocolos_dos_mini_implantes_Ortodonticos